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A Primeira IPI ontem
"Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres (Sl.126:3) A conhecida frase dos judeus, quando peregrinavam e cantavam, no histórico Cântico dos Degraus, representa muitíssimo bem o reconhecimento da nossa Igreja quando celebra o seu 135º aniversário. Só foi possível chegar até aqui, porque o Senhor permitiu e derramou as suas bênçãos. Assim, a história da nossa Igreja é, acima de tudo, a história de Deus através das inúmeras pessoas, servos e servas, objetivando a concretização da Sua obra entre os homens. Olhar para trás e reconhecer os Seus maravilhosos feitos, glorifica-o, exalta-o. Presbiterianismo em Campinas Após a Guerra de Secessão dos Estados Unidos, muitos sulistas norte-americanos emigraram para o Brasil, especialmente para a região de Campinas. O historiador reverendo Vicente Themudo Lessa, escreveu a respeito dos primórdios do evangelho em Campinas: Foi pela véspera de São Pedro de 1855, ao estampido dos fogos e ao clarão das fogueiras. Segundo as pesquisas que fiz, naquele 28 de junho, no lar humilde de um mulato carpinteiro, de nome Teobaldo, o reverendo James Cooley Fletcher abriu o Novo Testamento e começou a explicá-lo, em palavras simples, a um auditório que o ouviu cheio de interesse. Esse empreendimento missionário em solo brasileiro foi extremamente profícuo. Basta ver que, entre os anos de 1862 e 1870, os presbiterianos já contavam igrejas organizadas nas seguintes cidades: Rio de Janeiro (1862), São Paulo (1865), Brotas (1865), Lorena (1868), Borda da Mata (1869), Sorocaba (1869), Santa Bárbara (26/6/1870) e Campinas (10/7/1870). Em 1869, o Comitê Executivo de Missões no Estrangeiro da Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana do Sul dos Estados Unidos, incumbiu o reverendo George Nash Morton com a missão de visitar o Brasil e fazer um levantamento missiológico sobre qual seria o melhor lugar para iniciar um trabalho no Brasil. O reverendo George Nash Morton visitou o Brasil com recomendações para estabelecer uma missão permanente naquele país. Como resultado dessa visita, Morton e esposa e Lane iniciaram um trabalho missionário em Campinas (A.Digest, p.452). Dois foram os motivos que propiciaram o estabelecimento da Igreja Presbiteriana em Campinas. Primeiro, o fato de que Campinas era uma cidade que gozava de boa infra-estrutura e também a proximidade com a forte colônia norte-americana de Santa Bárbara. Os reverendos Edward Lane e George Nash Morton organizaram a Igreja Presbiteriana de Campinas em 10 de julho de 1870 e, em 25 de agosto daquele ano, foi celebrada a Santa Ceia. Foi fundado também um Colégio para atender imigrantes norte-americanos e os filhos da cidade. O jornal Gazeta de Campinas de 14 dezembro de 1871, publicou a ata de uma reunião realizada na residência pastoral, onde além dos missionários Lane e Morton, participaram: O reverendo Chamberlain (fundador do Mackenzie-SP), Francisco Glicério, prefeito da cidade, o Juiz de Paz Manoel Cerqueira Leite e o futuro presidente do Brasil, Campos Sales. Uma terrível epidemia de febre amarela atingiu a cidade de Campinas no ano de 1890 e seguintes, obrigando a transferência do Colégio para Lavras-MG. O reverendo Lessa chegou a registrar: Os assaltos repetidos da febre amarela em Campinas, arrebataram três consagrados missionários, Thompson, Dabney e Eduardo Lane. O reverendo Eduardo Lane ficou no pastorado desta igreja até 1893, período em que pode contar com a ajuda dos missionários Thompson e Dabney. O sucessor do reverendo Lane foi o reverendo. Flamínio Rodrigues. Em 1902 o reverendo Bento Ferraz assumiu o pastorado até 1913, sob o qual a Assembléia da Igreja, reunida no domingo de 8 de agosto de 1903, aderiu à recém fundada Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Em ordem cronológica, pastorearam esta igreja, inclusive antes de 1870, os seguintes ministros de Deus: reverendo James Cooley Fletcher, Edward Lane, George Nash Morton, J.W Dabney, G. W. Thompson, Flamínio Rodrigues, Bento Ferraz, Henrique Vogel, Ernesto de Oliveira, Benedito Ferraz, Alfredo Borges Teixeira, Otoniel Mota, José Higgins, Orlando Ferraz, José Cruz, Roldão Trindade de Ávila, Athail Rangel Pulino, Wilson Guedelha, José Coelho Ferraz, Manoel Guerra, Joel Florêncio do Amaral, Silas Rissardi, Edilson Botelho, Noedy Barbosa, José Arno Tossini, Calvino Camargo, Wellington Barboza de Camargo, José Reginaldo Prudente, Paulo Cesar Barros Monteiro, Valdemar de Souza e Edinilson Mariano. Os reverendos Valdemar de Souza, desde 2006 e Edinilson Mariano da Silva (2007) são os pastores de 2008. (Dados preparados pela Comissão dos 135 anos - 2005-, com atualização em 1/1/2008) |
