6.4.2008
Os filhos de Deus
Gl. 4:1-7 Rm.8:14-17
Dois fatos lamentáveis envolvendo
crianças comoveram o Brasil:
Ø
A morte do Rodrigo, criança de 6 anos, no Rio de Janeiro,
vítima da dengue. Seus pais foram a três clínicas particulares e o diagnóstico
não foi definido. O quadro se agravou e o menino veio a óbito. Seu pai chorou
em frente às câmeras de TV enquanto dava entrevista.
Ø
A morte da Isabelle, criança de 5 anos, em São Paulo, tudo
indica que tenha sido jogada do sexto andar do prédio onde mora o seu pai.
Ø
Os pais do Rodrigo e a mãe da
Isabelle choram a ausência dos seus filhos.
Os filhos são dádivas importantes
de Deus aos pais.
A relação entre pais e filhos é
muito especial. Marca a nossa existência e contribui significativamente na
nossa realização pessoal, na nossa felicidade.
O texto acima fala também de
filhos. Não de filhos biológicos, mas de filhos espirituais.
Filho de Deus é a designação
correta e adequada, usada pela Bíblia para identificar o verdadeiro cristão.
Alguém fez a pergunta: O que é ser
um cristão?
A resposta foi: “Posso responder
de várias maneiras, mas a melhor resposta que conheço é que um cristão é alguém
que tem Deus como Pai”.
Aprendemos que ser filho de Deus
não é um estado universal que todos adquirem pelo nascimento.
Ser filho de Deus significa
desfrutar de um precioso dom, uma dádiva e, por isso, vive um grande
privilégio.
O dom da filiação, Deus torna
possível, pela operação da sua graça, pela obra do novo nascimento, ou a
regeneração.
Sabem por que essa grande obra se
tornou possível? Porque o Pai celestial enviou o seu filho ao mundo para
nascer, viver, ensinar, morrer e ressuscitar e assim realizar a grande obra de
salvação das nossas vidas.
O Pai celestial viu o Filho na
cruz, o seu sofrimento terrível, a dor moral pelos pecados da humanidade.
Há algumas semanas, os jovens Luiz
e Érika cantaram um hino maravilho que dizia da dor que o Pai sentiu vendo o
seu Filho – Jesus Cristo na cruz.
Se hoje somos considerados filhos
de Deus, foi porque Jesus conquistou esse direito e privilégio na cruz do
Calvário.
Conforme o apóstolo Paulo, no
texto acima, somos considerados filhos adotivos.
A adoção de filho é um ato de Deus
pelo qual Ele confere ao crente esse direito que Cristo adquiriu em seu favor.
Através de Cristo clamamos Aba, Pai. Ou seja, paizinho querido.
Pelo pecado todo homem abandona e
perde o direito de filho de Deus, mas quando, como o filho pródigo da parábola,
se arrepende e, confiado no amor do pai, volta para a casa, é recebido
festivamente como um filho que estava perdido e achou-se.
João 1:11-13, diz: “Veio para o que era seu, e os seus não o
receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder se serem feitos
filhos de Deus, a saber, aos crêem no seu nome; os quais não nasceram do
sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade homem, mas de Deus”.
Segundo este texto, crer,
confessar e receber a Cristo, como o Senhor e Salvador, dá o direito de se
tornar filho de Deus. Fato esse proveniente de um nascimento que não é natural,
da carne, mas de Deus.
Você se considera filho de Deus?
Pois bem, a mensagem desta noite
mostra algumas implicações e exigências para que essa sua relação com Deus seja
completa e plenamente realizável.
Essa relação de filhos adotados
por Deus exige que:
1. Os Filhos Conheçam o Pai
Muitos afirmam conhecer Deus, mas
será isto verdade?
J.I.Packer diz no seu livro “O
Conhecimento de Deus” que:
O conhecimento de Deus decorre
além da leitura apurada da Bíblia e da resposta que damos a essas informações.
O conhecimento de Deus exige, além disto, uma profunda experiência de conversão
e um relacionamento diário com Ele.
I.I.Packer nos ensina ainda que:
Packer cita os exemplos marcantes
do profeta Daniel e dos seus amigos Sadraque, Medraque e Abede-Nego. Foram
homens fortes, que agiram no nome de Deus, de forma ousada. Deus os fez
vitoriosos.
O propósito da vida é conhecer
Deus.
Como filhos, precisamos conhecer o
que nosso Pai celestial pensa e deseja.
Essa relação de filhos adotados
por Deus exige que:
2. Os Filhos sejam Parecidos com o Pai
Não é exatamente isto que
desejamos quando os nossos filhos nascem? Não apenas quanto aos traços físicos,
mas principalmente, desejamos que eles tenham o nosso caráter.
O texto de Rm.8:29 nos ensina que:
“Porquanto aos que de antemão conheceu,
também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que
ele seja o primogênito entre muitos irmãos”.
O Pai celestial tem a expectativa
de que os seus filhos se pareçam com Ele.
Eu destaquei três características
fundamentais:
Assumir e desenvolver o caráter de
Cristo implica em sermos parecidos com Ele, na santidade, no amor e na justiça.
Paulo disse: “Sede, pois imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor,
como também Cristo amou” (Ef. 5:1-2).
Essa relação de filhos adotados
por Deus exige que:
3. Os Filhos honrem o nome do Pai
Ostentar o título de cristão e,
sem dúvida, um grande privilégio. Afinal, fomos salvos por Jesus Cristo,
batizados no Corpo de Cristo, o nosso nome foi escrito no Livro da Vida e o
Espírito Santo vive em nós.
Todavia, ser cristão implica em
uma grande responsabilidade.
Nos tempos apostólicos, a honra
era comparada ao ouro: algo de peso e de muito valor.
Como filhos, honramos o Pai
celestial quando, não nos envergonhando dele, testemunhamos da sua grandeza e
majestade; do seu poder e santidade; do seu cuidado para com as nossas vidas.
Honramos o Pai celestial quando
não o envergonhamos com os nossos pensamentos, palavras e atos pecaminosos.
Honramos o Pai celestial quando o
adoramos com a nossa vida e com o nosso culto, como Paulo o fez, conforme I Tm.
1:17, “Assim, ao Rei eterno, imortal,
invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém” .
Os filhos desse Pai celestial
herdam as suas riquezas eternas.
Paulo disse: “O Espírito Santo testifica com o nosso espírito que somos filhos de
Deus. Ora, se somos filhos somos também herdeiros, herdeiros de Deus e
co-herdeiros com Cristo...” (Rm.8:17).
Herança é um assunto que causa
muita dificuldade familiar.
Essa herança, no entanto, não é
material, como algo calculável, de valor limitado, mas muito superior.
Trata-se da vida eterna com Deus.
Foi o que o salmista Davi disse: “Tu,
Senhor, me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de
alegria, na tua destra delícias perpetuamente!”(Sl.16:11).
§
Você honra e dignifica Deus com a sua vida?
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