23.3.2008
A ressurreição é a garantia
da nossa redenção.
Cristo Ressuscitou!
1o Coríntios 15.17-19
Contexto:
I
Coríntios 15 é a tão conhecida passagem que trata sobre a ressurreição de
Cristo. A partir do verso 16 Paulo encontra algumas pessoas que negavam a
possibilidade da ressurreição dos mortos. No entanto, o Apóstolo levanta a
seguinte observação: se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não
ressuscitou, e se Ele não ressuscitou, estamos perdidos para sempre, pois
estamos confiando as nossas vidas a um morto.
Proposição:
A
ressurreição de Cristo liberta o cristão do pecado, da morte e de uma vida sem
razão.
Nos
versículos 17-19 o apóstolo nos mostra três implicações importantes da
Ressurreição de Cristo. São elas:
Se
Cristo não ressuscitou...
1º Somos
prisioneiros do pecado (Não há perdão de pecados / versículo
17)
O
centro da mensagem cristã é que Cristo morreu para nos livrar dos nossos
pecados e ressuscitou para a nossa justificação. O argumento de Paulo leva os
coríntios a refletirem sobre suas suposições irracionais, pois sem ressurreição
não seria possível saber se o sacrifício de Cristo aplacou a ira de Deus e se
as exigências de Deus em punir o pecado foram satisfeitas. Sem a ressurreição
não há perdão, estaremos para sempre condenados a uma vida de medo, culpa e viveremos eternamente com o peso do
pecado.
A
ressurreição é a nossa única garantia de que todos os nossos pecados foram
julgados em Cristo e que o seu sangue satisfez as exigências de Deus.
Se
não fosse assim, Cristo deveria ter permanecido na sepultura, pois “O salário
do pecado é a morte”. No entanto, Cristo está vivo!
Aplicação:
Devido
a isso, devemos desmascarar a mentira da reencarnação, purgatório, penitência,
vida de caridade como forma de obtenção do perdão. Não existem mais sacrifícios
pelos pecados. Os filhos detêm o dever de conduzir muitas pessoas culpadas para
a realidade da ressurreição de Cristo.
Se
Cristo não ressuscitou, temos uma segunda implicação.
2º Somos
prisioneiros da morte. (v.18)
No
versículo 18, Paulo usa apenas a lógica para mostrar o erro na suposição dos
coríntios. Se continuarmos ainda no pecado, logo somos prisioneiros da morte,
pois “o salário do pecado é a morte”. Se Cristo não está vivo, não existe
esperança de um futuro melhor, de vida após a morte...
Não
existe esperança para o marido que perdeu a sua esposa de um dia revê-la, não
existe consolo para o filho que perdeu os pais. Pois no fim da jornada
descobrirão que seguiram a um Deus morto. Não há esperança de um reencontro com
os queridos que partiram, não existe outra vida!
Aplicação: A realidade da ressurreição tem o poder de libertar corações
ansiosos que entram diariamente em nossa igreja à procura de consolo. É através
da Ressurreição de Cristo que poderemos levar certeza para a mãe que perdeu seu
filho, a filhos que perderam seus pais. A ressurreição nos ajuda a encarar a
partida daqueles que nos são caros não como um fim, mas apenas como uma pausa entre momentos da eternidade. Sendo assim a
ressurreição nos liberta do medo da morte. (I Ts. 4.13-18).
Se
Cristo não ressuscitou, temos uma terceira implicação.
3º Somos
prisioneiros de uma vida sem razão (v.19)
Paulo
no versículo 19 enfatiza a situação precária do argumento do versículo 16. Se
Cristo permaneceu morto, a nossa vida não tem razão, propósito, significado.
O
versículo 19 nos leva a questionarmos porque nascemos? Porque estamos aqui? Se
eu morrer para quem ou para o que eu vou morrer? Se Cristo está morto chegaremos
à seguinte conclusão: A vida não tem razão!
Não
temos perspectiva de uma vida melhor.
Então qual a razão do sofrimento? Todas as coisas cooperam para o quê?
Por que então temos que reprimir nossos desejos? Por que não posso usufruir de
tudo o que o mundo me oferece?
Se
tirarmos a ressurreição da mensagem cristã transformamos os cristãos nas
pessoas mais deploráveis e dignas de compaixão deste mundo. É como se Paulo
dissesse: “Somos as pessoas mais infelizes do mundo, idiotas, pois estaremos
desperdiçando a única vida que temos para obedecermos a um morto.”.
Se
for isto, então “libera geral”, vamos nos prostituir, adulterar, roubar,
cobiçar... Se depois desta vida nada será lembrado, nem julgado, então para que
os coríntios estavam dentro da igreja? São as conclusões lógicas do que Paulo
estava levantando no versículo.
Aplicação: A ressurreição tem o poder de conceder
direção a muitos universitários que estão perdidos no mundo da filosofia, Dá
significado para o sofrimento de inúmeros cristãos que sofrem perseguições pelo
mundo. Pode dar alegria para muitos casais de namorados para se manterem puros.
A ressurreição produz direção, bem como certeza de uma futura recompensa.
Conclusão:
O
filme exibido pela MNTB chamado “E-Toww” mostra um missionário que chegou numa
tribo e começou a expor a mensagem bíblica desde Gênesis. O interesse dos
ouvintes era vibrante, cada momento da história sobre Jesus era fascinante, até
que ouviram sobre sua morte. Um choro descontrolado tomou conta de todos. A
morte era o fim de qualquer esperança. Até que o missionário contou o
inesperado: “Ele ressuscitou!” Neste momento um grito de júbilo e alegria tomou
conta do ambiente. Se Jesus vencera a morte então havia esperança para eles!
A
ressurreição de Cristo é a certeza que temos que nossos pecados foram
perdoados, podemos ter a certeza de vida eterna e que iremos nos encontrar com
aqueles que já partiram e também que a nossa peregrinação aqui na terra tem um
propósito e uma futura recompensa.
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