JESUS, A SOLUÇÃO
A SER BUSCADA


João 11:1-7

 

Rev. Valdemar de Souza

Introdução

Problemas, quem não os têm?

 

O ser humano enfrenta e se esforça para resolver problemas desde o seu nascimento.

 

Para que possamos ter uma idéia mais precisa dessa realidade, duas pessoas dialogam:

 

- E aí, como vai a vida?

 

O outro responde:

 

- Matando um leão por dia para sobreviver!

 

O texto bíblico lido nos apresenta uma família, composta de Marta, Maria e Lázaro, enfrentando um grande problema: a doença.

 

Todos nós nos desestabilizamos quando a doença nos atinge ou alguém muito querido.

 

Queremos a solução a qualquer preço. Investimos tudo o que temos para nos livrar desse problema.

 

Marta e Maria nos ensinam que:

 

 

1. Jesus é a pessoa certa a ser
buscada no momento de crise

 

 

O texto mostra que Lázaro está gravemente enfermo. Possivelmente, todas as possibilidades foram esgotadas, sem solução. Podemos concluir que Lázaro chegou ao ponto de ser desenganado pelos médicos.

 

Uma coisa que o homem não percebe é que a crise é uma boa oportunidade na vida para a reflexão e a conscientização sobre os valores que sustentam a sua existência neste mundo.

 

Infelizmente, o homem é absorvido sobremaneira por uma rotina diária estressante. A sua agenda sempre lotada de compromissos, ocupa-o intensamente.

 

Uma das conseqüências disto é que essa rotina o faz esquecer e não valorizar adequadamente as coisas essenciais da vida.

 

A experiente capelã do Hospital das Clínicas, Elení Vassão, disse certa feita em uma palestra: “O homem no leito da enfermidade vive um momento propício para ouvir sobre Deus, até mesmo a posição em que está é neste sentido, apropriada – olhando para o alto”.

 

Diante das crises, nós nos sentimos pequenos e muitas vezes incapazes de resolvê-las.

 

Quando o problema surge, queremos logo uma solução. Via de regra, nós a buscamos ansiosamente em muitos lugares.

 

Marta e Maria, tomaram uma decisão importante: Vamos chamar Jesus.

 

Ele é o nosso amigo, além disso, é também o Filho de Deus e, como tal, pode resolver esse problema. Manda um emissário para informar a Jesus do fato, e, principalmente, pedir, com urgência, a sua presença.

 

Devemos fazer o mesmo. Milagre só o Senhor pode fazer. É portanto a Ele que devemos recorrer durante a nossa vida.

 

O texto nos ensina que:


2. A amizade de Jesus com a família
não interfere nos propósitos de Deus

Jesus era amigo desses irmãos. Havia se hospedado em sua casa por várias vezes. A mensagem que o emissário levou a Jesus era clara: “Está enfermo aquele a quem amas (3)”.

 

Mas, por outro lado, cada segundo, cada circunstância durante o ministério de Jesus contribuía para a execução do plano de salvação designado pelo Pai.

 

A reação de Jesus é, do ponto de vista humano, um tanto estranha, considerando a urgência da cura.

 

No entanto, diz: “Essa enfermidade não é para a morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado”(4).

 

Ou seja, há algo que o Senhor pretende fazer e que está além da cura de um homem.

 

O excelente relacionamento, por conta de uma grande e sincera amizade, não podia, em hipótese alguma, prejudicar os propósitos de Deus para a humanidade.

 

Sabemos que o propósito principal que motivou a encarnação de Jesus não foi o de curar o homem das suas enfermidades físicas e emocionais. Não veio para ressuscitar ou realizar sinais maravilhosos, mas para salvar o homem da perdição eterna.

 

É evidente que Jesus operou milagres maravilhosos e incontáveis, e assim pode a beneficiar muitas pessoas. Todavia, esses sinais tiveram o objetivo de autenticar a sua mensagem e a sua pessoa, para despertar fé nas pessoas.

 

E é exatamente isto o que acontece no episódio, quando Jesus ressuscita Lázaro. O texto diz: “Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que fizera, creram nele” (45).

 

Mas, este maravilhoso texto nos ensina ainda que:

 

3. A  resposta de Jesus obedece
à sua soberana vontade

Tendo recebido o pedido, Jesus ainda permanece no lugar onde estava por mais dois dias e, depois, disse: “Vamos outra vez para a Judéia”(7).

 

O tempo de Jesus agir é sempre conduzido pela sua livre e soberana vontade. 

 

A sua vontade é eterna, perfeita, boa e agradável.

 

Há uma divergência expressa entre o pedido das irmãs Marta e Maria e a resposta de Jesus. As irmãs olharam apenas para os seus problemas, envolvendo a enfermidade do seu irmão. Tanto que, quando Jesus chega à aldeia de Betânia, é recebido com lamentações do tipo: “Ah! Se o Senhor estivesse aqui!” Em outras palavras, se o Senhor tivesse atendido ao nosso pedido!

 

Somos muito parecidos com Marta e Maria. Focamos a nossa mente e a nossa energia na solução dos nossos problemas. Somos muito práticos e objetivos, queremos a todo custo resultados positivos. E, quando não somos atendidos, ficamos chateados, deprimidos, aborrecidos.

 

Deus, na verdade, tem a maneira adequada e o tempo certo de nos abençoar. O apóstolo Paulo nos ensina: “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fl.2:13).

 

Está aí a razão porque muitas das nossas orações não são atendidas. A nossa visão e as nossas motivações são diferentes da visão das motivações de Deus.

 

No episódio em foco, Jesus demorou-se ainda dois dias porque havia algo que desejava realizar, muito mais expressivo e abençoador que a cura de Lázaro.

 

O certo é submetermos as nossas vidas a Ele para que então possamos pedir as coisas certas e, pacientemente, esperar a sua resposta.

Jesus disse a esse respeito: “Se permanecerdes a mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito” (Jo. 15:7).

 

Conclusão

 

Não devemos alimentar a ansiedade quando enfrentamos algum tipo de problema na vida. Devemos sim, manter o controle do problema e não permitir que o mesmo nos controle.

 

Se a solução não depende apenas de nós, devemos manter a calma e o equilíbrio, esperando sempre no Senhor.

 

Procuremos também discernir o propósito daquele momento adverso.

 

Certamente há lições importantes que precisamos compreender e que certamente nos levarão ao crescimento e à maturidade.

 

Creiamos que, mesmo em meio às lutas, será possível desfrutarmos da presença e da ação de Deus.

 

Paulo nos ensina coisas maravilhosas em Ef.4:4-7:

- Manter o equilíbrio no momento da crise;

- Crer que o Senhor está perto;

- Não desenvolver ansiedade;

- Orar a Deus, confiantemente, certo de que o Senhor agirá;

-              Como concluiu Paulo: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”.

 

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