NÃO NAUFRAGUE NA FÉ
Reverendo Ednilson Mariano (Edy)
Texto: I Tm 1.18-20
Proposição: Para na vida cristã não naufragar é preciso
a fé firmar e a consciência limpar.
INTRODUÇÃO
Leitura1Timóteo1.18-20
Entre eles [os que naufragaram na fé] estão Himeneu e Alexandre, os
quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar. (v. 20)
Você conhece alguém que
naufragou na fé?
A história da igreja está cheia de náufragos na fé, em todos os tempos e em
todos os lugares. É uma triste rotina. Nós precisamos tomar cuidado para não
naufragarmos na fé. É uma experiência desastrosa.
Paulo aponta a razão do naufrágio: a
rejeição da fé e da boa consciência.
“Quem rejeita a fé obstrui o canal pelo qual Deus nos concede a sua graça. Quem
despreza a boa consciência fica sem aviso nem alerta na hora do perigo”.
Na verdade a vida cristã é uma
batalha. Jesus fala que aquele
que o seguisse padeceria perseguição, que seríamos constantemente colocados
como ovelhas no meio do matadouro. Foi justamente por uma compreensão errada
sobre a Batalha espiritual que os crentes do livro de Hebreus estavam voltando
as costas para Cristo.
O naufrágio na fé acontece porque, muitas vezes, entramos na batalha espiritual
e queremos lutar com as armas humanas. (inteligência, sabedoria...).
A
Bíblia diz:
“As
armas com as quais lutamos não são humanas, ao contrário, são poderosas Deus
para destruir fortalezas. Destruímos argumento e toda pretensão que se levante
contar o conhecimento de Deus...“II Co. 10.4,5
O
Tempo presente do verbo ilustra uma campanha militar por inteira, e não apenas
um combate. Paulo, veterano em guerra, sabia perfeitamente bem que a vida
cristã é uma luta contínua sobre a bandeira do Rei dos reis. E a tarefa de
Timóteo era combater os falsos mestres sem naufragar na fé. E para que Timóteo
não submergisse, assim como Himineu e Alexandre, Paulo então, nos concede duas
instruções náuticas que nos ajudarão a nos desviarmos dos icebergs da vida.
TRANSIÇÃO: A primeira instrução náutica para não
naufragarmos na vida cristã é:
1) Não ter uma fé fingida.(v.19.a)
A conservação da fé verdadeira
Não
podemos falar sobre este versículo sem nos reportarmos para o v.5 que é uma
extensão deste. Paulo usa a palavra “hipocrisia” que tem sua raiz no grego Upokrites que significa ator. Mostrar-se
hipócrita é desempenhar um papel de natureza religiosa e espiritual, mas só de
aparência. Os gnósticos se faziam passar
por cristãos sinceros, os melhores dentre os crentes, semelhantes aos grupos
cristãos heréticos da atualidade. Paulo estava dizendo a Timóteo que a fé
pode manifestar-se em meio à hipocrisia, deixando assim de ser uma fé autêntica
para ser uma fé fingida. A instrução do apóstolo era para que Timóteo
praticasse a verdadeira fé cristã e observasse cuidadosamente os “atores
espirituais”.
É certo que quando falamos de fé nos deparamos com uma realidade dúbia, pois a
fé pode ser tanto subjetiva, quanto objetiva. No entanto, no contexto imediato
parece que Paulo ressalta o tipo de fé objetiva que se estabelece a lealdade do
cristão ao sistema de princípios éticos. Os gnósticos prestavam certa lealdade
a Cristo, mas não uma autêntica lealdade. A fé verdadeira consiste em muito
mais do que uma simples crença a algum credo ou confissão pública. Trata-se da
entrega da alma, corpo e mente para que sejam transformados a imagem de Cristo.
Vamos olhar para três
marcas da fé não fingida:
*Expectativa
Se existe algo que o
diabo tenta fazer a todo instante é apagar do coração do cristão a esperança ou
expectação de que fatos inexistentes podem acontecer pela fé, Hb 11: 1.
*Perspicácia
*Persuasão
No filme Titanic, muitas pessoas se divertiam
enquanto a água entrava no navio.
Hoje, talvez, você esteja achando que pode ser um hipócrita por muito tempo. Se
esse é o seu pensamento, talvez você esteja naufragando. Muitas pessoas podem
ser sinceras, e o fato de que estão agindo como atores pode passar como algo
inteiramente despercebido por eles, ainda assim, terão uma fé hipócrita e
morrerão afogados na lama do pecado.
TRANSIÇÃO: a segunda instrução náutica para não afundar é:
02)
Conservação de uma boa consciência
Que tem a ver a fé com a boa consciência? Imaginemos um bote e alguém que ai remando e de repente percebe que se fez em seu barco um pequeno furo e que está entrando água. Se não concertarmos a tempo logo, logo vamos afundar.
Assim é quando pecamos: a consciência nos adverte, e nós a rejeitamos. E seguimos pregando, seguimos cantando, seguimos orando. Parece que tudo segue igual, nada muda. Mas de um momento a outro, o que acontece com esse bote? Quando o peso da água já é suficiente, em um instante o bote afunda.
A consciência não é regida por uma lista fixa de
regras. Há questões mais importantes do que o que é permitido fazer ou não.
Minha consciência precisa ser regida por algo além do que o que eu
penso ou sinto.
É interessante observar que Paulo,
embora tenha procurado matar cristãos antes de se converter, não havia ferido
sua própria consciência. Ele fez tudo aquilo por ignorância e ainda com zelo. A
nosso consciência é regida por regras que nós mesmos podemos estabeler. Um
exemplo bem prático disto pode ser visto no meio dos índios Yanomames. Entres
esses índios é uma prática muito natural quando nascem irmãos gêmeos, enterrar
vivo um deles. O motivo é para eles uma destas crianças é um espírito mal.
Para qualquer pessoa que não pertence a essa tribo esso prática é um
verdadeiro absurdo. Mas esses índios cometem esse crime sem nenhuma dor na
consciência. Na verdade são regidos pelo padrão estabelecido.
Sendo assim, é um grande erro dizer que a consciência é a voz de Deus na
alma humana.
Uma palavra chave no versículo é o verbo “Manter”.
Muitos cristãos estão
afirmando: “os padrões mudaram!”
Não! A Nossa consciência é que se cauterizou.
É fácil, com o passar dos anos, amolecer nos padrões e dar abertura para o
pecado. Agradar a Deus não é cumprir regras e tradições, mas preservar nosso
coração para ele. Cuidar da consciência nos ajuda a crescer em nossa utilidade
ao Rei Eterno.
Lembrem-se:
Consciência sempre vai agir conforme o
padrão moral que estipularmos para nossa vida.
A
consciência é um tipo de juiz no nosso interior; é aquela faculdade da alma a
qual sabemos o que é bom e o que é mau. A verdadeira espiritualidade exige uma
consciência limpa. No presente texto, Paulo afirma que uma fé não fingida deve
ser acompanhada por santidade de vida. Paulo ao usar a metáfora náutica, queria
instruir a Timóteo que a boa consciência é aquela atitude íntima que preserva a
nossas vidas em boas condições de navegabilidade. Se desprezarmos a proteção
que temos, a fé não tardará a ceder ante as forças do mau e começará a ser
destruída.
Eles a “rejeitaram-na”.
O particípio é enfático, e sugere um desprezo consciente ao invés de um mero
descuido. O crente que não pratica aquilo que prega acabará descobrindo que a
sua fé o deixou há muito tempo. Os naufrágios espirituais estão inteiramente
ligados com aspectos morais.
O
que é ter uma boa consciência? É saber e praticar a Palavra de Deus; é estar em
perfeita conformidade com padrões divinos. Muitas pessoas estão tranqüilas
mesmo vivendo em uma devassidão moral. A consciência se adéqua ao tipo de
padrão que colocamos para ela.
CONCLUSÃO
Talvez
você ainda não tenha se dado conta que sua vida está naufragando. Pode ser que
você começou a acreditar na sua própria hipocrisia, e a sua consciência já não
consegue discernir entre a verdade e a mentira. Hoje é um dia propício para
você permitir que Deus tire a sua máscara, para que Deus limpe a sua mente. Deus pode te resgatar, Deus quer te
transformar, Deus quer fazer de você um crente firme.
1)
A conservação da fé verdadeira
2)
Conservação de uma boa consciência
Se você observar estas duas
instruções a sua vida espiritual nunca irá naufragar. Sendo assim, Para
na vida cristã não naufragar é preciso a fé firmar e a consciência limpar.
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