27.4.2008
Quando a vida é
dirigida por Deus
João
21:1-23
Introdução
Deus
é o autor da vida. Disto não temos dúvida. Como também não temos qualquer
dúvida de que Deus é suficientemente capaz para dirigir cada momento, cada
circunstância da nossa vida.
Irmãos,
em geral, as pessoas não têm um problema de fé. Há, na verdade, uma dificuldade
muito grande quando a proposta é de entrega da vida para um gerenciamento
pleno, total de Deus.
Em
geral, as pessoas querem controlar todas as coisas, fazendo com que aconteçam
do seu jeito.
É
por isso que não desfrutam do melhor que o nosso Deus tem a oferecer.
Mas,
perguntamos: não será esta a razão porque tantas pessoas se encontram doentes,
infelizes e mal sucedidas?
Será
que podemos usar a vida de qualquer jeito?
Até
agora, ninguém sabe ao certo quais foram as reais motivações do padre Adelir di
Carli, de Santa Catarina, que desejou voar, suspenso por balões a gás. Apesar
das opiniões contrárias das autoridades. O padre insistiu no seu projeto
maluco. Deu tudo errado, as buscas pelo seu corpo foram encerradas e o padre
foi dado como morto.
Ora,
a vida não é qualquer coisa que pode ser usada de qualquer jeito. Não é algo
para ser descartado sem uma justificativa séria e justa.
A
vida é um dom muito precioso e por isso deve ser conduzida por quem melhor a
conhece – o nosso Deus.
O
texto bíblico lido nos mostra que Jesus já havia ressuscitado e cumpria um
ministério muito especial aqui na terra. As suas aparições, por algumas
semanas, tiveram por objetivos: testificar o poder de Deus sobre a morte,
revitalizar o chamado dos discípulos e ainda confirmar os seus ensinos.
Os
discípulos parecem desanimados, sem uma liderança forte e comprometida para
conduzi-los ao cumprimento da missão. Parecem meio perdidos. Dizem coisas e
tomam atitudes contrárias ao que aprenderam. Jesus, então, aparece para colocar
ordem no grupo e direcioná-los.
1. Não há ocupação na vida
que substitua os propósitos de Deus
Jesus
traçou um plano para a vida dos seus discípulos.
Quando
chamados, bem no início do ministério terreno de Jesus, foram vocacionados para
o trabalho de proclamação do Reino de Deus, através da divulgação do Evangelho.
Foram
chamados para uma obra de transformação de vidas.
Jesus
os tirou da atividade pesqueira, no mar da Galiléia, e os promoveu ao trabalho
de pescadores de almas para o Reino de Deus.
No
entanto, Pedro toma a seguinte decisão: “Vou pescar”. Os demais o seguem e
todos vão para o mar.
O
que isto significa?
Parece-nos
que tudo o que Jesus transmitiu a eles ficou perdido, esquecido. Os ensinos
maravilhosos, o treinamento diário e as palavras de encorajamento ficaram para
traz.
Fica
a impressão que estão vivendo uma crise tanto espiritual, como vocacional.
Jesus
tem o famoso diálogo com Pedro, perguntando: “Tu me amas?”. Então “apascenta as
minhas ovelhas”. Ou seja, pescaria de peixes não é mais a tua atividade. Você
deve focar a sua vida, gastar todo o seu tempo de vida, apascentando as minhas
ovelhas.
Mas,
isto também pode acontecer conosco. Quando nos sentimos perdidos, confusos e o
pior, quando preterimos ou descartamos a vontade de Deus, nós tomamos atalhos
mal sucedidos.
Pensamos
em nos manter ocupados, mas isto não basta.
Não
há ocupação na vida que substitua os propósitos de Deus.
Na
verdade, fomos chamados para assumir o papel relevante como cidadãos do Reino
de Deus.
Tudo
o que fazemos, quer na área familiar, profissional ou pessoal, deve acontecer
como expressão do reino de Deus.
Se
você é um filho de Deus, salvo por Jesus Cristo. Se é alguém comprometido com os princípios e valores da
Palavra de Deus, estão você é um legítimo cidadão do Reino de Deus neste mundo. E, como tal, não
desempenha meras funções ocupacionais, mas vive para concretizar os propósitos
de Deus.
2. Não há fuga que resolva
os nossos problemas existenciais
A
fuga é um mecanismo de defesa muito utilizado quando o ser humano se vê em
crise, pressionado a dar uma resposta que não tem ou, então, quando percebe que
“pisou na bola”, cometeu um erro e não tem condições de restaurá-lo.
A
fuga reflete o medo do ser humano de enfrentar a si mesmo, de enfrentar a situação, enfrentar as
pessoas.
Pedro,
depois da negação a Jesus curte uma ferida na alma, com lembranças amargas.
Por
isso, tenta se esquivar da missão proposta por Jesus.
Aprendemos
que a fuga não resolve os nossos problemas existenciais.
Quantas
vezes nós também lançamos mão desse mecanismo de defesa. Quantas vezes também
fugimos.
Mas,
a fuga não resolve os nossos problemas existenciais.
Temos
de enfrentá-los e resolvê-los com critério, perdão, misericórdia e amor.
O
dr.Fabio Damasceno, autor do livro “Oficina de Cura Interior”, diz que as
feridas na alma funcionam como dívidas contraídas no passado, que precisam ser
atualizadas e quitadas.
A
alma ferida nos conduz a uma vida sem graça, sem motivação e sem coragem para
enfrentar aquela situação e resolvê-la.
É
bom lembrar que o diabo é um grande incentivador dessas fugas.
Há
alguns anos atrás foi preletor no Congresso da SEPAL o dr. David Seamends.
Disse na oportunidade que há na Bíblia muitas histórias envolvendo pessoas e árvores.
Adão,
por exemplo, após pecar ficou tão envergonhado que tentou se proteger atrás de
uma árvore. De lá acusou a sua esposa Eva pelo pecado cometido.
Zaqueu,
por exemplo, subiu em uma figueira, cuja folhagem o protegia de ser visto pelas
pessoas e pelo próprio Jesus. Escondido entre as folhagem dessa arvore estava
um ladrão da sociedade e do governo.
Mas,
dr. Seamends, citou finalmente Jesus como o único capaz de restaurar a vida de
todos os seus males, porque foi crucificado e morto em uma árvore.
Ele
não fugiu dessa árvore, mas deixou-se pregar no madeiro para se constituir no
único capaz de nos localizar atrás das nossas árvores existenciais e nos
redimir, nos libertar e nos salvar.
Voltando
ao texto:
No
vs.3 – Pedro volta a pescar peixes;
No
vs.7 – Foge envergonhado da presença de Jesus, porque estava sem muita roupa e
lançou-se ao mar.
No
vs.17 – Fica irritado com persistência de Jesus em perguntar se de fato o amava
acima de todas as coisas e pessoas.
No
vs.21 – Levanta uma questão quanto ao futuro do apóstolo João, como que
tentando fazer Jesus mudar de assunto. A resposta de Jesus, foi: O que você tem
a ver com isto?
As
feridas na alma precisam ser curadas, de outra forma, as lembranças amargas
serão decisivas em nos perturbar e determinar o nosso comportamento infeliz.
A
fuga não ameniza e nem resolve os nossos problemas existenciais.
3. Não há ninguém neste
mundo mais interessado em nós do que Jesus
Jesus
se interessou pelos apóstolos, não os considerando casos perdidos. Jesus não os
descartou, mas investiu tudo o de melhor que tinha na sua recuperação.
Jesus
aparece aos discípulos para curá-los e assim, prepará-los para a missão
apostólica.
Para
Jesus, as pessoas são mais importantes que os planos e os projetos bem elaborados.
As
pessoas são mais importantes que a instituição religiosa.
As
pessoas são o motivo principal da sua vinda a este mundo, para morrer e
ressuscitar.
É
por isso, que ele gasta tempo com os discípulos.
Esse
grande interesse pelos seus discípulos, fez Jesus assistir, pacientemente, a
cena dos seus discípulos irem pescar. Pior, serem mal sucedidos naquela pesca.
Ele
entra em cena novamente e faz o milagre da pesca para investir na fé dos seus
discípulos. Não foi para alimentá-los, mas para edificá-los espiritualmente.
Com
isto quis dizer: Se você precisarem de peixe, falem comigo, mas o que eu quero
é que vocês sejam pescadores de homens.
Jesus
gasta tempo dialogando com Pedro, visando restaurá-lo pessoal e
ministerialmente.
Assim,
ao longo da história e nos nossos dias, Jesus continua interessado nas pessoas.
Não
importa se esses são ricos ou pobres; cultos ou ignorantes; saudáveis ou
doentes; crentes em alguma divindade ou ateus.
Jesus
está interessado nas vidas humanas, para salvá-las.
E
é por isso que ele, sem preconceito, aproxima-se e gasta tempo com as pessoas.
Certa
vez, durante o seu ministério terreno, trouxeram a Jesus um surdo e gago para
que o curasse. A primeira atitude de Jesus foi tirá-lo “do meio da multidão, à parte, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e lhe tocou
a língua com saliva; depois, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse: Efatá,
que quer dizer: abre-te! Abriram-se-lhe os ouvidos, e logo se lhe soltou o
empecilho da língua, e falava desembaraçadamente” (Mc.7:33-35).
Não
há ninguém neste mundo mais interessado em nós do que Jesus Cristo.
Ø
Deixe Deus abençoar a
sua vida com a direção certa. Deixe-o desenvolver os seus planos e propósitos
em sua vida.
Ø
Deixe Deus curá-lo de todos
os seus traumas. Entregue a Ele o seu passado pecaminoso para que possa
perdoá-lo.
Ø
Não há ninguém neste
mundo mais interessado em você do que Jesus.
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