13.7.2008
A IGREJA NA
VISÃO DE JESUS
Atos
16:6-40
Reverendo Valdemar de Souza
Introdução
A nossa igreja completou na última
quinta-feira, dia 10, 138 anos de organização. É a primeira igreja evangélica
em Campinas. Ao longo da sua história, muitas outras igrejas surgiram. Desta
forma a contribuição desta Igreja para o evangelismo em Campinas tem sido
realmente significativa e por isto damos graças a Deus.
Damos graças a Deus, também pelo
momento em que a Igreja vive. Está em paz e curada dos traumas da divisão de
novembro de 2007. Diríamos que está preparada para o crescimento.
Em uma das palestras do Congresso
de Pastores da IPIB, ocorrido nesta semana, um dos preletores disse: “A Igreja
de Cristo não se ajusta a idéia de um monumento, mas deve ser vista como um
corpo em movimento”. O monumento pode ter alguma importância, mas não passa de
algo estático. Um corpo em movimento tem grande relevância e importância,
porque é algo que está vivo, presente, atuante e produz.
O texto lido registra os
acontecimentos iniciais de uma das igrejas dos tempos dos apóstolos. O texto
fala da Igreja de Filipos. Uma das mais importantes igrejas do início da era
cristã.
Este texto mostra uma radiografia
da Igreja, na visão de Deus.
1. O contexto, o
lugar onde a Igreja deve estar para cumprir o seu papel
Esse contexto onde a Igreja deve
estar é, infelizmente, marcado por muitas e graves adversidades.
Seguindo o texto como uma
referência, vemos:
Ø
A presença da mentira que engana e trapaceia. Não foi isto o
que aconteceu? A mentira na acusação contra Paulo e Silas levou-os à prisão.
Todavia, o poder de Deus e a pregação do Evangelho, prevaleceram, de maneira a
derrotá-la.
Ø
A presença de ação de demônios para prejudicar a pregação do
Evangelho. A moça foi uma vítima, presa fácil nas mãos do diabo. Mas, Deus usou
Paulo para discernir a presença do diabo e expulsá-lo da jovem.
A Igreja enfrentou essas
adversidades ao longo da sua história e também nos nossos dias. A Igreja não
encontra um ambiente tranqüilo, saudável, favorável. Mas, incompreensão,
perseguição e outras adversidades. Jesus disse: “No mundo passais por aflições”
(Jo.16:33). Disse também: “Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos”
(Mt.10:16).
Mas, é exatamente neste contexto
onde a Igreja deve estar.
A nossa querida Primeira IPI de
Campinas passou por muitas e graves adversidades: perseguição ao Evangelho,
epidemia de febre amarela que dizimou metade da população, divisões do rebanho
e outras.
A Igreja em geral enfrenta lutas,
porque o homem, convertido ou não, tem as suas opiniões e paixões pessoais que
nem sempre refletem a vontade de Deus.
2. A Igreja deve
estar disposta a pagar o preço
Paulo e Silas quando receberam a
visão do varão macedônio, dizendo: “Passa
a Macedônia e ajuda-nos”, imediatamente disponibilizaram as suas vidas
para, se necessário, pagarem o preço para a salvação de vidas em Filipos.
No momento da sua conversão, Paulo
ouviu de Jesus que o seu trabalho incluía sofrimento (At. 9:15-16).
Jesus disse que quem quisesse ser
seu discípulo enfrentaria problemas. Disse:
“Se alguém não tomar a sua cruz e me seguir não é digno de mim”.
Que cruz seria essa?
Às vezes as pessoas associam essa
cruz aos problemas de saúde, de relacionamento, da falta de recursos, e assim
por diante. Dizem: “A cruz de fulano tem sido pesada”.
Mas, não tem nada a ver com isto.
Jesus mencionou a cruz, como resultado, como conseqüência do testemunho cristão
e da pregação do Evangelho.
A Igreja deve estar consciente do
preço a ser pago em toda a sua caminhada.
Irmãos e irmãs, ao longo destes
138 anos, dedicaram as suas vidas intensamente para que a Igreja do Senhor
tivesse uma caminhada feliz. Na verdade, pagaram o preço
3. A Igreja deve
ter uma resposta convincente
Paulo respondeu às necessidades de
Lídia com o Evangelho e ela se converteu; agiu com a autoridade do Senhor na
libertação da jovem possessa; no momento em que o carcereiro ia se suicidar,
Paulo interveio com a proposta de salvação.
O mundo clama por respostas
convincentes. O papel mais importante da Igreja é o de ser porta voz da Palavra
da Salvação.
Quando preso, Paulo não reclamou
e, muito menos, blasfemou. Paulo e o seu companheiro Silas cantavam e
oravam.
Neste sentido, o apóstolo Pedro
disse: “Estando sempre preparados para
responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (I Pe.
3:15).
A grande comissão de Jesus foi
muito bem definida:
“Ide por todo o mundo e fazei discípulos de todas as nação, batizando-os
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as
coisas que vos tenho ordenado” (Mt.28:19-20).
4. O Consolo de Deus é certo
No texto, vemos neste texto o
Consolo vindo de muitas formas.
Ao chegar a Filipos, Paulo viu o
resultado do seu trabalho. E isto, conforta tremendamente aquele que se coloca
nas mãos de Deus para serví-lo.
Há muitas situações, por
exemplo:
Ø
Nas conversões de Lídia e do carcereiro com a sua família.
Ø
Na cura dos vergões provocados pelos açoites.
Ø
Na ceia com os novos convertidos.
Ø
Quando da restauração da justiça que culminou na libertação
de Paulo.
Ø
Mas, principalmente no estabelecimento da Igreja em Filipos.
A Palavra nos garante que o
consolo do Senhor é providencial e presente na vida dos seus filhos.
Observemos as bem-aventuranças.
São muito claras sobre o consolo do Senhor (Mt.5:1-10).
O maior consolo para o cristão é ter
a certeza de que um dia irá para o céu para desfrutar por toda a eternidade da
presença de Deus.
Conclusão
Quem é a Igreja? A Igreja não é um
templo e muito menos identificada como um monumento. A Igreja de Cristo são os que
foram agraciados pela salvação em Jesus Cristo. Deve ser sempre vista como um
corpo que se movimenta em todas as direções, na força e na dinâmica do Espírito
Santo.
Você é parte dessa Igreja?
Que papel você desempenha no
avanço dessa Igreja?
--Sermão pregado no culto vespertino de 13 de julho de 2008
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