10.2.2008
JESUS, A SOLUÇÃO
A SER BUSCADA (II)
João 11:7-46
Introdução
Vivemos em um mundo onde as soluções são facilmente
encontradas para todas as coisas que necessitamos.
A tecnologia e a comunicação extremamente desenvolvidas e ao
alcance de todos, fazem com que todos pesquisem e se informem da gravidade dos
seus problemas e busquem as soluções.
Mas, apesar desses recursos e da propaganda, não temos
solução para muitas coisas.
Por exemplo, não temos a solução para a morte. Nenhum de nós
pode impedi-la. Quando ela vem, não há o que fazer.
Há no mundo lugares, circunstâncias e situações, de
altíssimo risco, onde a vida e morte ficam muito próximas, separadas por uma
linha muito tênue.
Muitos, por conta disto, vivem aterrorizados, ansiosos e
infelizes.
Aprendemos com este texto que Jesus é solução a ser buscada:
1. Para
vencermos o medo da morte
A morte é um evento para o qual o ser humano nunca está
preparado.
A morte traz consigo uma proposta que violenta e desmantela
os nossos projetos.
A morte rompe relacionamentos, separa definitivamente as
pessoas, promove o luto e pode provocar traumas emocionais.
O texto nos mostra uma situação tão crítica que extrapolou,
ficou muito além das possibilidades de uma solução ao alcance de Marta e Maria.
Lázaro irmão de Marta e Maria, tendo adoecido gravemente, morreu.
Jesus é a solução a ser buscada.
Como vimos na mensagem de domingo passado, Jesus permaneceu
mais dois dias no lugar onde estava, porque o seu plano um feito muito mais
extraordinário que a cura do seu amigo Lázaro.
Mas, quando Jesus decide ir à Betânia, casa de Marta e
Maria, os discípulos ficaram tremendamente apavorados.
Pensaram, “agora
chegou a hora da nossa morte; vamos ser apedrejados e mortos pelos judeus”.
Lá estavam certamente os fariseus, escribas e sacerdotes, pessoas
com as quais Jesus já havia debatido violentamente.
Esses religiosos nutriam um ódio de Jesus e os seus
discípulos, porque não o aceitavam como o Filho de Deus, o Messias e nem a sua
proposta de salvação.
Além do que, Betânia estava a pouco mais que dois
quilômetros de Jerusalém, grande centro de oposição a Jesus. O risco de vida
era muito grande.
Tomé representou os discípulos, quando disse: “Vamos também para morrermos com eles”
O medo de morrer é algo que acompanha o ser humano em geral.
Afinal, o homem não criado para morrer, mas para viver.
Quantos nutrem um medo terrível da morte.
Conta-se que certo homem estava gravemente enfermo e recebeu
a visita do pastor. Ao final, o pastor orou dizendo:
- Senhor abençoa o teu servo na recuperação da sua saúde
O homem respondeu:
- Amém...
O pastor continuou a súplica dizendo:
- Senhor, que o teu servo possa se levantar dessa cama e
voltar a sua vida normal.
- Amém...
Mas, se for da sua vontade levá-lo para junto de ti, nos
lugares celestiais...
O homem interrompeu dizendo, em alto em bom som:
- Não, não. Senhor ainda é cedo.
Os discípulos também estavam com medo da morte. Eles se esqueceram
que estavam na companhia de Jesus – a Fonte da Vida.
O texto nos ensina que Jesus é a solução a ser buscada:
2. Para
nos esclarecer sobre o futuro do homem após a morte
Jesus chegou e Lázaro tinha sido sepultado há quatro dias.
Na opinião de todos, não havia mais nada a fazer, a não ser
lamentar a morte e o fato de
Jesus não ter vindo no momento certo para curá-lo.
Jesus responde com uma das frases mais importantes de todo o
Evangelho de Jesus:
“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que
morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês
isto?”
Jesus esclarece sobre o futuro do homem após a morte, quando:
Ø Reafirma a sua autoridade sobre a
vida e a morte. Apresenta-se como o Filho de Deus, fonte da vida.
Ø Mostra que a vida eterna com Deus é
uma graça, à qual todos têm acesso. Portanto,
Ø Assegura que a graça da vida eterna
é alcançada pela fé. Diz clara e objetivamente: “quem crê em mim, não morrerá
eternamente”.
Com estas palavras Jesus garantiu plenamente que a morte não
é o fim de todas as coisas.
Há algo muito melhor preparado cuidadosamente por Deus para
os que crêem no seu nome e o aceitam como seu Senhor e Salvador.
Os verdadeiros cristãos não temem a morte, mas a recebem
como uma promoção abençoada para a eternidade com Deus.
Um testemunho impressionante a este respeito foi dado por
Estevão – o primeiro mártir da Igreja Cristã.
Diácono ordenado pela Igreja de Jerusalém.
Diz Atos dos Apóstolos que “Estevão era um homem cheio da graça e do poder de Deus. Fazia
prodígios e grandes sinais entre o povo”.
Perseguido e acusado com falsas testemunhas, Estevão, após
apresentar um discurso impressionante, foi condenado à morte por apedrejamento.
O Livro de Atos dos Apóstolos registra o fato que ficou para
a história.
“Estevão, homem cheio
do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que
estava à sua direita, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do homem,
em pé à destra de Deus”; “E apedrejavam
Estevão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, não lhes imputes este pecado. Com
estas palavras, adormeceu”. (At. 7:55-56;59-60)
Estevão deu um testemunho de quem creu nas promessas de
Jesus.
O cristianismo é a única religião que propõe: “Se creres verás a glória de Deus”.
Antes de ver, o cristão precisa crer.
Jesus disse a Tomé: “Bem-aventurado os que não viram e
creram” (Jo.20:29).
As palavras de Jesus são esclarecedoras sobre a vida após a
morte.
Mas, o texto nos mostra que Jesus é a solução a ser buscada:
3. Para
chorar conosco as nossas dores
“Jesus Chorou”(35).
Este é um dos menores versículos de toda a Bíblia e o de
maior importância.
Enquanto não somos chamados à mansão celestial, temos que
conviver com as dificuldades da vida neste mundo.
Viver é um grande desafio para qualquer de nós.
Convivemos com o pecado e todas as suas conseqüências.
Enfrentamos tentações e as fraquezas próprias da nossa natureza.
Para sobreviver somos submetidos a uma concorrência com o
nosso próximo, pelo espaço, pelo sustento, pelo trabalho e assim por diante.
Quantas situações provocam lágrimas e grandes
aborrecimentos.
Precisamos de Jesus a todo instante de Jesus.
Ao chorar, Jesus:
Ø Demonstrou a sua humanidade, quando
foi amigo de Lázaro e suas irmãs e estava triste com aquela situação adversa.
Ø Sofreu a dor empática, colocando-se
no lugar de Marta e Maria.
Ø Consolou com as suas lágrimas
aqueles corações partidos.
Aliás, Jesus viveu o cristianismo no melhor estilo nesse
momento crítico: chorou com os que estavam chorando.
Às vezes ouvimos em um velório pessoas dizerem: “não
chora!”. Este é o ante-consolo. Está na contramão do que o apóstolo Paulo diz: “Chorai com os que choram” (Rm.12:15)
Jesus é o consolador que enxuga de maneira eficaz as nossas
lágrimas.
Presente àquele momento difícil, Jesus caminha ao túmulo e
lá opera o milagre da ressurreição de Lázaro.
Jesus restitui o seu amigo às suas irmãs e ao mundo. A sua
missão ainda não havia sido encerrada. Algo ainda deveria fazer.
Um milagre extraordinário, espetacular.
Assim Deus continua a fazer nas nossas tão limitadas vidas.
Não há para contarmos os feitos do Senhor no nosso
cotidiano. A todo instante, Deus está fazendo coisas extraordinárias em nossas
vidas.
A Ele seja a glória e a honra.
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